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terça-feira, janeiro 18, 2011

Silêncio

E tentando encontrar meu lugar, celebrei o mais perverso sorriso
Ao som da decadência inoportuna, sedutora companheira
Embriaguei-me com seu perfume voraz e deixei-me consumir
Me permiti alimentar as chamas nas profundezas daquele olhar
Mergulhar na escuridão de um abismo dançante, sedoso
Uma canção do silencio que preenche minha alma
A anulação do ontem, comemorada pela incerteza do amanha
Mas somente tentava encontrar meu lugar

terça-feira, dezembro 15, 2009

Silêncio

Da vastidão branca, um passo, um gesto
Na procura por mim, o conhecido vazio
A paixão pelo reflexo ondulante
Senão pela própria superfície do lago
E se faz a decadência por estes modos tortos
Deixando a luz desaparecer ao longe
Altivo amor pelo desagrado, silencio
E gravei em meias palavras o que não sei dizer
Apenas pela vontade de descobrir o que pensar
Num anoitecer sem lua, uma chuva sem vento
Somente os passos para fazer meus demónios fugirem
Deitado sob este céu quebrado eu soube a verdade
Somente um altivo amor pelo desagrado, melodia

domingo, setembro 13, 2009

Silêncio

Se fosse apenas silêncio
Mas havia a grave e melancólica melodia
A vibração da trama, pesada e opaca
Para quem sonhava
Uma sinfonia suave e complexa
Para quem despertava
Se houvesse silêncio por um instante
Sem o desejo do que se deseja
Talvez a chuva fosse somente chuva
A névoa espessa, uma fuga bem vinda
Mas não havia silêncio
Quando tudo sussurrava
Instigava os gritos, desejo
Paixão e pavor, fazendo musica
Da ténue linha ente sanidade e loucura
Tecendo o caos, como as marcas de um beijo
Fixando-se na memoria, como um perfume
Se houvesse silêncio, desejaria mais melodia
Cinza, frio... Desejaria a superfície de si mesmo

sábado, julho 25, 2009

Silêncio

Assim, no silêncio, sem fuga ou distração
Onde sombras ganhavam forma
A falta de respostas inquietava
Abria caminho para antigos vícios
Convidava seus temores para sentarem a mesa
Fazia da fraqueza sua essência
Deturpava o sentido do questionamento
Assim, no silêncio, total, ensurdecedor
As sobras definham, desfazem-se como fumaça
As respostas surgem frias, simples
Antigos vícios perdem o sentido
Os temores tornam-se tolos, ínfimos
A fraqueza fica clara
As perguntas fazem de si verdades
Certos valores permanecem intactos
E talvez seja só
E não reste espaço para os demônios
Que surgiam por traz de sua mente
Nem existam momentos em que estávamos aqui
Sem saber por que
Talvez ele nunca tenha dito as coisas certas
No momento exato
E tudo isso nada significou
Desta vez, sabemos o porque