As vezes o horizonte se enche de fogo
Pouco antes de me reconfortar com tão desejada noite
Tempestuosa e perfumada escuridão, de ventos suaves
E deixo a melodia guiar meus passos lentos
Observando o calmo movimento dos meus pés
Deixo-me perder por entre o caos em minha mente
Que despreza, por um instante, o mundo ao seu redor
E tudo que vejo são os ecos destas linhas
Que desenham com perfeição estes modos tortos
Que vêem beleza nas gotas dessa chuva fina
Ou mesmo nestes gestos lentos e suaves
Deixo-me apaixonar então pelo que é simples
E essa arte pura e essencial preenche minha alma
Faz florescer o jardim em sua escura morada
E se o horizonte se enche de fogo
Incendeia minha vontade com desejo
Me traz para perto de mim, tão desejada noite
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quarta-feira, janeiro 13, 2010
segunda-feira, dezembro 28, 2009
Fogo
E me deixo embalar pela agitação melancólica do caos
Numa tentativa débil de não quebrar
Diante dos ventos gelados desta tempestade
Pois então minha alma clama pelo fogo
Atira-se selvagemente no abismo, por prazer
Apenas para sentir o vento no rosto
Para confrontar a inercia que a mantinha estática
E se há a paixão pelo que é belo
Também há a culpa de um espírito insaciável
A turbulência de uma mente incansável
Sempre desdenhosa da calmaria
Uma incansável busca pelo desagrado, incandescente e escuro
Pelas estradas molhadas pela chuva, castigadas pelo vento gelado
Essência de uma paixão que aumenta quando foge de si
Que sempre esconde uma palavra que não pode ser dita
Tão pouco quanto os desejosos gestos podem ser feitos
Nem que para isso espere até que se diga tarde demais
Tudo para esconder as sombras do gelo a própria simplicidade
Então caos, que me embala em sua agitação melancólica
Numa tentativa débil de não quebrar
Diante dos ventos gelados desta tempestade
Pois então minha alma clama pelo fogo
Atira-se selvagemente no abismo, por prazer
Apenas para sentir o vento no rosto
Para confrontar a inercia que a mantinha estática
E se há a paixão pelo que é belo
Também há a culpa de um espírito insaciável
A turbulência de uma mente incansável
Sempre desdenhosa da calmaria
Uma incansável busca pelo desagrado, incandescente e escuro
Pelas estradas molhadas pela chuva, castigadas pelo vento gelado
Essência de uma paixão que aumenta quando foge de si
Que sempre esconde uma palavra que não pode ser dita
Tão pouco quanto os desejosos gestos podem ser feitos
Nem que para isso espere até que se diga tarde demais
Tudo para esconder as sombras do gelo a própria simplicidade
Então caos, que me embala em sua agitação melancólica
domingo, dezembro 06, 2009
Fogo
Das notas suaves, constantes
Doce melodia que desperta minha alma
Se fez o ritmo para minha tempestade
Desenhada em palavras imperfeitas
Sem as cores que inundam meus olhos
Sempre procurando seu olhar
A certeza de um erro desejado
Para preencher o vazio com duvida e caos
Como um monte de fantasmas sem rumo
Correndo sem fim para lugar nenhum
Mas ainda ha beleza e nela me agarro
No sabor, no vicio, pelo que incendeia o desejo
Doce melodia que desperta minha alma
Se fez o ritmo para minha tempestade
Desenhada em palavras imperfeitas
Sem as cores que inundam meus olhos
Sempre procurando seu olhar
A certeza de um erro desejado
Para preencher o vazio com duvida e caos
Como um monte de fantasmas sem rumo
Correndo sem fim para lugar nenhum
Mas ainda ha beleza e nela me agarro
No sabor, no vicio, pelo que incendeia o desejo
domingo, novembro 08, 2009
Fogo
Abriu os olhos devagar, voltando aos poucos a realidade. Estava apoiado na parede de um dos blocos da faculdade, um cigarro aceso, musica no mp3 e um sentimento incomodo. Observou as pessoas passarem de um bloco a outro, pareciam sempre tão diferentes. Andou pelo caminho lateral sob as árvores, olhando para o chão, sentindo o esmagar das folhas secas em baixo do All Star, ouvindo uma musica calma, suave.
Deitou-se em um dos bancos, estava cansado de tantas coisas, tentava apenas achar um canto da sua mente que estivesse em paz, quando sentiu o celular vibrar em seu bolso. O que costumava lhe fazer sorrir sozinho, agora lhe lembrava tão claramente por que estava desta forma, ali. Respondeu sem se dar conta, havia um numero que queria ter, havia uma mensagem que queria poder mandar...
Sete anos desejando dizer um "sinto muito", um desculpa que não vale de nada, que não deixaria nada melhor, mas queria poder dizer algo. Queria poder dizer para a garota de cabelos vermelhos que simplesmente sentia muito.
Tragou sentindo o rosto molhar, talvez fosse a chuva, não fazia diferença.
Deitou-se em um dos bancos, estava cansado de tantas coisas, tentava apenas achar um canto da sua mente que estivesse em paz, quando sentiu o celular vibrar em seu bolso. O que costumava lhe fazer sorrir sozinho, agora lhe lembrava tão claramente por que estava desta forma, ali. Respondeu sem se dar conta, havia um numero que queria ter, havia uma mensagem que queria poder mandar...
Sete anos desejando dizer um "sinto muito", um desculpa que não vale de nada, que não deixaria nada melhor, mas queria poder dizer algo. Queria poder dizer para a garota de cabelos vermelhos que simplesmente sentia muito.
Tragou sentindo o rosto molhar, talvez fosse a chuva, não fazia diferença.
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