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quarta-feira, setembro 15, 2010

Cinza

O cinzento e gélido sabor desta textura cortante

Como o reverberar solene e metálico da culpa
Agitado tal qual o mais comedido movimento
Sob o olhar desta sombra, faz-se perceber
Descontrole ponderado, o esforço de tudo tocar
A superfície que livra de si tudo que não teve
Gelado e vasto impulso pelo indesejado
Somente pelo desejo de ser tocado por algo
Ou alguma coisa, alem da tola trégua com a ilusão
O mais puro ímpeto de liberdade, uma prisão para os sentidos
E se a cor, perfumada cor, se fizesse real
Não apenas se manifestasse na silenciosa tempestade
Tão certo seria o fim, quanto poderia haver começo
Mas é apenas mais um acorde ressonante de discórdia
O mais puro desprezo pelo valor, perverso olhar
Um sorriso a sombra do limiar, sob o sabor do sangue
O paradoxo personificado na simples complexidade de mais um sabor
Ou ainda, mais uma marca profunda numa alma superficial

quinta-feira, maio 27, 2010

Cinza

O cinza e frio toque desta textura afiada
Sob o olhar deste passageiro sombrio é possível sentir
Ou mesmo no esforço para tudo tocar
Talvez pelo desejo de ser tocado por algo
Ou alguma coisa, alem da tola trégua com a ilusão
E se a cor, perfumada cor, se fizesse presente
E não se manifestasse apenas nesses devaneios de calmaria
Então essa sedosa composição faria de si a beleza que almeja
E, tão certo quanto o sentido estar no fim, haveria um começo
Mas é apenas mais um acorde ressonante de discórdia
O paradoxo personificado na simples complexidade de mais um sabor
Ou ainda, mais uma marca profunda numa alma superficial