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terça-feira, maio 24, 2011
sexta-feira, março 25, 2011
Caos
As vezes eu olho para fora, para o horizonte, e não sei dizer para onde as coisas estão indo. Em alguns momentos tudo parece estar fora de lugar, carece de um sentido, importância.
Cada vez mais eu tenho menos a dizer, para qualquer um, para mim mesmo. Cada dia o desejo de poder esvaziar minha mente cresce, torna-se uma constante... cada tentativa de esvaziar minha mente se converte em arrependimento, tira as coisas de seu lugar, as poucas que parecem restar.
As vezes eu sorrio sinceramente, e sinceramente esses sorrisos parecem ser idiotice, frutos de uma ignorância inerente a fraqueza, inerente a ilusão.
O ímpeto, a vontade, para resolver coisas simples parece se esvair em segundos... parece nunca ter existido. Assim como a sensação de ver as coisas de modo pálido, apagadas, parece persistir, parece aumentar, o extraordinário dura minutos, ou segundos.
Chegou ao ponto de não haverem paisagens congeladas, tempestades, noites escuras ou sinestesia... Simplesmente não há nem mesmo a vontade de imprimir um sentido dúbio... somente as palavras, tão claras quanto surgem.
Cada vez mais eu tenho menos a dizer, para qualquer um, para mim mesmo. Cada dia o desejo de poder esvaziar minha mente cresce, torna-se uma constante... cada tentativa de esvaziar minha mente se converte em arrependimento, tira as coisas de seu lugar, as poucas que parecem restar.
As vezes eu sorrio sinceramente, e sinceramente esses sorrisos parecem ser idiotice, frutos de uma ignorância inerente a fraqueza, inerente a ilusão.
O ímpeto, a vontade, para resolver coisas simples parece se esvair em segundos... parece nunca ter existido. Assim como a sensação de ver as coisas de modo pálido, apagadas, parece persistir, parece aumentar, o extraordinário dura minutos, ou segundos.
Chegou ao ponto de não haverem paisagens congeladas, tempestades, noites escuras ou sinestesia... Simplesmente não há nem mesmo a vontade de imprimir um sentido dúbio... somente as palavras, tão claras quanto surgem.
quarta-feira, novembro 03, 2010
Caos
Leu o que havia para ser lido, deixou a mente vagar pelos lugares mais sombrios para onde aquelas palavras poderiam leva-lo. Aguardou... e nada, absolutamente nada. Provavelmente teria sorrido, mas havia algo no que pensar ainda.
- Um ato sem razão, sem um objetivo claro...
- Um ato sem razão, sem um objetivo claro...
domingo, maio 09, 2010
Caos
As vezes não importa se é simples, certo e necessário, será tão difícil quanto tentar ignorar a gravidade.
segunda-feira, março 15, 2010
Caos
Se você conta uma mentira para si mesmo por tempo demais, você fica resistente a encarar a verdade por trás da coisa. Talvez seja resistência a jogar todo esforco, despendido para acreditar, fora... Ou talvez, simplesmente, seja a necessidade arrasadora de nao ter sido enganado por si mesmo.
quinta-feira, março 11, 2010
Caos
Eu estou de boa... sério. Só queria ter algo para matar.
Apenas 0.451 polegadas... Tudo que é preciso para se estar em paz...
Apenas 0.451 polegadas... Tudo que é preciso para se estar em paz...
sábado, fevereiro 06, 2010
Caos
Ascendeu o último cigarro da noite com displicência, como era quase com tudo. Tragou observando a chama do isqueiro dançar de modo sedutor, promíscuo... Apagou-a com um sopro, fazendo da fumaça uma tempestade ondulante.
- Uma camiseta camuflada... - Verbalizou o pensamento. Achou estranho saber, desde o primeiro momento, que disso não se esqueceria com facilidade.
Tragou novamente, deixando toda a corrente de sentimentos, muitos dos quais seriam novidade para todos que o cercavam, invadir-lhe a alma. Arrastando-se das entranhas de sua mente, trazendo consigo o cheiro acre e o gosto metálico e salgado, tão característicos deles, eles marcavam toda superfície que tocavam... e essas marcas ecoaram na profundidade incoerente de um lago congelado.
Sorriu.
domingo, janeiro 10, 2010
domingo, janeiro 03, 2010
Caos
Abriu os olhos,e antes de perceber que estava acordado já pensava sobre as ultimas horas... Não era a primeira decisão sem garantias, mas significava algo e sorriu. Sorrir era bom, melhor ainda era lembrar como se fazia isso.
terça-feira, dezembro 15, 2009
Caos
Abriu os olhos, a musica dizia tudo sem precisar dizer nada. A fumaça parecia dançar o ritmo, um caos ponderado, uma calma violenta. Ele não queria ser o herói do dia, e não era.
segunda-feira, dezembro 07, 2009
Caos
Ela disse que aquilo não havia sido legal, ele discordou. Ele achava legal, toda a subjectividade, as palavras não ditas, a vontade. E era diferente agora, o ar ficava pesado, precisava lembrar de respirar, as palavras todas pareciam artificiais. Talvez fossem, ele precisa pensar em cada palavra, media cada passo, um verdadeiro campo minado, um clima estranho... Provavelmente porque coisas demais haviam acontecido. Ele não era só um cara, ela não era só uma garota... nunca seriam.
O amigo perguntou, a resposta foi óbvia, e ele já sabia como de costume. E isso fazia falta, alguém para quem fosse óbvio tudo que ele poderia dizer, alguém que mesmo assim perguntaria sempre.
Ele gostava de poucas pessoas, poucas mesmo, mas gostava muito destas poucas. O suficiente para se colocar em situações onde precisava lembrar de respirar.
O amigo perguntou, a resposta foi óbvia, e ele já sabia como de costume. E isso fazia falta, alguém para quem fosse óbvio tudo que ele poderia dizer, alguém que mesmo assim perguntaria sempre.
Ele gostava de poucas pessoas, poucas mesmo, mas gostava muito destas poucas. O suficiente para se colocar em situações onde precisava lembrar de respirar.
domingo, novembro 22, 2009
Caos
Viajava com frequência, os poucos amigos e jeito reservado, sempre tinha muito tempo para pensar.E mesmo assim, mesmo tendo muito tempo para passar consigo, para pensar, não consegui chegar a uma conclusão. Havia muito tempo que não experimentava alguns dias de quietude, sempre havia um tempestade em seu interior, um tempestade sem nome ou forma, algo que não conseguia resolver, e isso tornava tudo inconstante demais, o humor, as musicas, tudo se agitava conforme a tempestade.
No final das contas acabou repetindo para si parte de um livro que havia lido, o destino eh tudo, e as três fiandeiras estão rindo da minha insolência.
Tragou, aumentou o som e sorriu, era simples.
No final das contas acabou repetindo para si parte de um livro que havia lido, o destino eh tudo, e as três fiandeiras estão rindo da minha insolência.
Tragou, aumentou o som e sorriu, era simples.
domingo, novembro 08, 2009
Caos
Ele escolheu aquela musica que não parava de ouvir, deixou a voz suave entrar em sua cabeça... Fechou os olhos, fingiu que ela estava ali cantando para ele e riu da ideia. Tao logo o riso apareceu, morreu na forma de um suspiro. Estava sinceramente cansado, cansado demais para não ligar, para tentar entender qualquer coisa, estava cansado de tentar ser justo.
Não tinha ideia do que fazer, faria qualquer coisa, mas não tentaria mais explicar-se para quem não estava interessado em nada além da própria opinião sobre ele.
Se perguntou mais uma vez se não havia mais ninguém no mundo que não achasse que poderia entender tudo sobre ele sem ao menos lhe perguntar um "por que". Nem mesmo ele entendia tudo sobre si mesmo, como alguém poderia ser tão pretensioso a ponto de achar que entende? Deixou a raiva fluir com a musica...
Não tinha ideia do que fazer, faria qualquer coisa, mas não tentaria mais explicar-se para quem não estava interessado em nada além da própria opinião sobre ele.
Se perguntou mais uma vez se não havia mais ninguém no mundo que não achasse que poderia entender tudo sobre ele sem ao menos lhe perguntar um "por que". Nem mesmo ele entendia tudo sobre si mesmo, como alguém poderia ser tão pretensioso a ponto de achar que entende? Deixou a raiva fluir com a musica...
segunda-feira, outubro 19, 2009
Caos
Olhou ao redor, estava escuro e calmo, mas não silencioso... Escutava o zunido, baixo e constante, dos pequenos ventiladores que resfriavam o computador. A tela emitia uma luz fraca que dançava segundo as imagens do jogo aberto, na mesa a luz azul do mouse iluminava a xícara de café.
Ascendeu um cigarro sentindo os movimentos limitados pelo protetor do pulso e o peso dos fones de ouvido.
Sorriu de um modo simples, estava tudo no seu lugar de alguma forma, mesmo que estivesse tudo errado.
Ascendeu um cigarro sentindo os movimentos limitados pelo protetor do pulso e o peso dos fones de ouvido.
Sorriu de um modo simples, estava tudo no seu lugar de alguma forma, mesmo que estivesse tudo errado.
quinta-feira, outubro 15, 2009
Caos
Assim que a musica começou a tocar ele sorriu de modo malicioso. De um extremo a outro em um segundo, ele conhecia os gatilhos para cada um.
Passos na noite escura, pôs um cigarro na boca e virou a cabeça para lançar um ultimo olhar, um meio sorriso. Ele não poderia ver, mas sabia que seria visto. Um meio sorriso para quem importa, e o cheiro de abismo impregnou o ar a sua volta.
Passos na noite escura, pôs um cigarro na boca e virou a cabeça para lançar um ultimo olhar, um meio sorriso. Ele não poderia ver, mas sabia que seria visto. Um meio sorriso para quem importa, e o cheiro de abismo impregnou o ar a sua volta.
sábado, outubro 10, 2009
Caos
Abriu os olhos, o sol estava alto. Seu primeiro pensamento claro foi uma lembrança.
Estar sentado meio jogado, subir os lábios pelo pescoço dela lentamente, sentindo o perfume e a pele macia, sentir o cheiro dos cabelos, beijar sua orelha e descer para o queixo...
O segundo pensamento foi uma pergunta, clara e ressonante "onde você estava escondida até agora?". Sorriu, um meio sorriso finalmente, tudo sempre é uma questão de tempo.
Estar sentado meio jogado, subir os lábios pelo pescoço dela lentamente, sentindo o perfume e a pele macia, sentir o cheiro dos cabelos, beijar sua orelha e descer para o queixo...
O segundo pensamento foi uma pergunta, clara e ressonante "onde você estava escondida até agora?". Sorriu, um meio sorriso finalmente, tudo sempre é uma questão de tempo.
sábado, setembro 26, 2009
Caos
Estava ali, sozinho e sem saber se gostava. Achava sublime, uma beleza peculiar e suave. Torto, áspero, mas tinha de gostar e gostava. Algo precisava ir alem da superfície, tocar sua alma. Não havia como saber o que se escondia nas sombras mais profundas se não houvesse luz. Alguém para lhe dizer o que havia abaixo do gelo, dos ventos frios e da chuva fina... alem da noite escura que se estendia em seus gestos, se pronunciava em suas palavras. Tinha de deixar e deixou. Não queria ir a lugar algum, então se deixaria levar, mas não pela inercia mórbida que o atraia para o próprio abismo, doce sedução, mas não perderia-se em si mesmo.
quinta-feira, setembro 24, 2009
Caos
Quando quebrou ninguém pode ouvir, ninguém poderia ter ouvido. Não foi a primeira vez que quebrou, ele sabia como era sentir os cacos, de bordas afiadas, espalhando-se pelo chão... Ele conhecia a melodia gelada dos pedaços chocando-se uns contra os outros, partindo-se. O retinir agudo, do que havia conseguido colar desde a ultima vez que se partiu, somente ele ouviu.
Achou melhor não juntar nada desta vez, era melhor não cortar as mãos juntando pedaços, colando fragmentos. Não tinha animo, motivos, não tinha nada... Para que tentar? Deixaria como esta, espalhado pelo chão, reluzindo a luz fraca de um punhado de memorias coloridas.
Precisava do que lhe restava para se opor a inercia, olhou para traz uma ultima vez e sorriu para o que viu, mas não veria mais. Talvez devesse tirar o cabelo da cara, era incomodo, mas o vento não ajudava. Guardou o próximo sorriso para algo novo.
Então o mundo seguiu adiante.
Achou melhor não juntar nada desta vez, era melhor não cortar as mãos juntando pedaços, colando fragmentos. Não tinha animo, motivos, não tinha nada... Para que tentar? Deixaria como esta, espalhado pelo chão, reluzindo a luz fraca de um punhado de memorias coloridas.
Precisava do que lhe restava para se opor a inercia, olhou para traz uma ultima vez e sorriu para o que viu, mas não veria mais. Talvez devesse tirar o cabelo da cara, era incomodo, mas o vento não ajudava. Guardou o próximo sorriso para algo novo.
Então o mundo seguiu adiante.
terça-feira, setembro 22, 2009
Caos
Sentou na calçada, tentou pensar, tentou falar, tentou... Tremia, não parecia ser o frio, talvez fosse. Se tivesse unhas, teria arrancado a própria alma com elas. Se tivesse, se conseguisse pensar.
segunda-feira, setembro 21, 2009
Caos
Sentiu o vento gelando suas roupas, cortando. Respirou fundo, fechou os olhos para apreciar o perfume doce que impregnava sua roupa. O perfume trouxe uma visão clara com musica, escuro, um calor agradável... Tirou o cabelo do rosto, olhou para o relógio na igreja, era tarde, subiu a rua escutando o eco dos seus passos no silencio gelado que o convidava a ficar ali ate a manha seguinte, hoje não podia.
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