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quarta-feira, setembro 30, 2009

Tempo

Parou a moto, não havia chegado em casa e tão pouco aquele era o caminho mais curto. Suas mãos estavam congeladas, fazia muito frio e ele não usava luvas. Não havia vento, e ele agradeceu mentalmente por isso.
Sentou no meio-fio e se deixou perder nos desenhos do pneu. Tanta coisa em tão pouco tempo, talvez fosse melhor começar a dormir tarde novamente.
Olhou a sua volta, de muitas formas, não via ninguém. Escutou vozes distantes, animadas com algo, talvez o jantar. Mas não havia ninguém, somente a rua escura de pedras molhadas e mal encaixadas. Tudo convidava-o, mas ele não aceitou. Sempre um ponto de ruptura, um limiar, e desejo.
Quando achou que já podia voltar para a moto, voltou.

terça-feira, julho 21, 2009

Tempo

Ela disse "nobre", ele pensou "só retribuo o que me oferece".

– Será que você vai saber o quanto penso em você... com o meu coração? – Cantou.

Riu e divagou. O tempo estava pesado, ameaçando uma tempestade, o vento soprava forte jogando folhas e poeira sobre ele. Olhando para o nada, absorto em pensamentos, ele não ligou para a selvageria atribuída pelo vento aos seus cabelos.

Ele disse "não sei e não quero ser diferente", ela pensou "nobre".

– Será que você vai saber o quanto penso em você... com o meu coração? – Cantou.

Olhou o horizonte, para as nuvens carregadas que escureceram o céu, que viajavam rápido. Seu espirito estava leve, seus pensamentos estavam calmos. O vento chegou de surpresa, arrastou um sem numero de folhas com a primeira lufada e por ali ficou.

Em algum lugar, alguém pensava no futuro e, nele nada vendo, mantinha-se calmo.

Tempo

Achou graça da resolução, ascendeu um cigarro e ficou observando o movimento.