Sentia muito quando não sentia nada
Por estar cheio daquele vazio sufocante
Sem desejar a melodia daqueles olhos
Não sabia ser, tudo sem sentido
Sentia muito pelo sentimento cinza
Pela cor amarga em sua boca
Sem desejar a vibração de seu perfume
Não era capaz de acordar de seu sonoro torpor
Mas seu desejo tinha cor, grave
O sabor dissonante dos seus lábios rubros
E desejava a tempestade quando chovia
O suave cheiro da brisa gelada
Tao capaz de acalmar os sentimentos
De despedaçar sua alma ou fazê-la completa
Mesmo tão imperfeito, harmónico
Podia sentir o piano martelar seu peito
Embriagar a culpa, para culpar a embriaguez
Sentindo muito por sentir tanto
Por um sentimento prata, antigo e almiscarado
Molhado pela aspereza de sua alma
Pelo fogo frio de sua essência ardia
Incompleto pela dedicação cega
Sorria sem humor, mas sinceramente
Matando pela fidelidade a si
Mas o piano ainda martelava em seu peito
E seu coração ardia sob efeito do perfume apaixonado
Que insistia em embalar seu sono
Se não houvesse saída... sairia, sem sentido
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quinta-feira, setembro 03, 2009
segunda-feira, agosto 10, 2009
Torpor
A vida começa a noite, à meia-luz
Suave e delicada como seda, perfumada
Incendeia em instantes, intensidade, desejo
Faz o coração disparar, os sentidos trovejam
O desejo domina, mas é dominado, é conseqüência
Há algo no ar, sublime, presente...
A respiração entre-cortada atravessa o ar gelado
Define um ritmo, arranha e faz pedaços da lógica
Há sentido em tudo, mas não existe mais nada
Da esmeralda, surge tempestade, traz o caos
E a perfeição se faz presente na simplicidade
Um olhar, um toque ou uma palavra e nada mais importa
Suave e delicada como seda, perfumada
Incendeia em instantes, intensidade, desejo
Faz o coração disparar, os sentidos trovejam
O desejo domina, mas é dominado, é conseqüência
Há algo no ar, sublime, presente...
A respiração entre-cortada atravessa o ar gelado
Define um ritmo, arranha e faz pedaços da lógica
Há sentido em tudo, mas não existe mais nada
Da esmeralda, surge tempestade, traz o caos
E a perfeição se faz presente na simplicidade
Um olhar, um toque ou uma palavra e nada mais importa
sexta-feira, julho 31, 2009
Torpor
Mesmo que o rubro liquido molhasse minha boca
E seu sabor metálico e pesado invadisse meus sentidos
Permitindo a morte por fim ao meu caminho
Ainda não haveria temor em meu coração
Nem dúvida em meus pensamentos
Se há de se morrer por algo
Que seja então pela melodia prata de suas palavras
Pela seda e pelo doce de seus lábios
Ou ainda, seja pelo seu olhar que me vasculha a alma
Tão indiferente a minha sombra, a frieza de minha superfície
Não importaria honra nem tempo, tão pouco o orgulho vazio
Subjugados seriam pela plenitude de tua beleza
Grandeza de tua alma, elevação que assusta e fascina
Com um sorriso, levado seria
Pela morte escarlate, ou esmeralda
Sem questionar a abreviação de meus passos
E seu sabor metálico e pesado invadisse meus sentidos
Permitindo a morte por fim ao meu caminho
Ainda não haveria temor em meu coração
Nem dúvida em meus pensamentos
Se há de se morrer por algo
Que seja então pela melodia prata de suas palavras
Pela seda e pelo doce de seus lábios
Ou ainda, seja pelo seu olhar que me vasculha a alma
Tão indiferente a minha sombra, a frieza de minha superfície
Não importaria honra nem tempo, tão pouco o orgulho vazio
Subjugados seriam pela plenitude de tua beleza
Grandeza de tua alma, elevação que assusta e fascina
Com um sorriso, levado seria
Pela morte escarlate, ou esmeralda
Sem questionar a abreviação de meus passos
segunda-feira, julho 27, 2009
Torpor
Tão certo quando a necessidade do erro
Das falsas promessas, dos falsos amores
Ou ainda, das declaracões vazias
É necessária a queda, entregar-se ao abismo
Ver-se em meio as trevas e sorrir
Entender aquilo que lhe invade a alma
Deixar-se cegar para voltar a ver
Pois se não houvesse vivido em cinza
Como teria percebido a sublime beleza
Deste desejo e torpor em esmeralda?
Sem o gosto acre das sombras
Saberia eu saborear tão simples perfeição?
Contemplar dignamente tão elevada existência?
Das falsas promessas, dos falsos amores
Ou ainda, das declaracões vazias
É necessária a queda, entregar-se ao abismo
Ver-se em meio as trevas e sorrir
Entender aquilo que lhe invade a alma
Deixar-se cegar para voltar a ver
Pois se não houvesse vivido em cinza
Como teria percebido a sublime beleza
Deste desejo e torpor em esmeralda?
Sem o gosto acre das sombras
Saberia eu saborear tão simples perfeição?
Contemplar dignamente tão elevada existência?
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