terça-feira, julho 14, 2009

Profundidade

A própria imagem do abismo
Fascinante como caminhos errados...
O som da própria mortalidade
Alem do certo e do errado
Não o destino, mas o que comanda e gera o destino
A personificação da morte ou da vida, em uma mesma essência
Prisão dos meus sentidos
O caos em minha logica
Indefinível como o tempo
Perverso e puro
Suave como a brisa
O mais puro gosto do desejo

segunda-feira, julho 13, 2009

Desire

Deverá, este deserto, em breve consumir minha alma
Em breve, silenciar meus lábios
Assim como esta tempestade silencia meu rosto
Toma minhas lagrimas como sendo suas
Haverá luz em meus olhos na próxima aurora?

Imortalidade, um momento para sempre, para a eternidade

Deverá, esta noite, silenciar o eco dos meus passos
Em breve, consumir minha dor
Serão minhas ultimas palavras, linhas mal escritas
Irrompendo do que me tornei?
Repetirei eu milhares de mentiras
E haverei de tornar minha a culpa pela insensatez da fuga

You had my best
Outside of my death way
Unless I were fed it, my only way

Jardim do Abismo

"E não ha flor mais bela no jardim do abismo, senão aquela que possui a qualidade da morte em seu perfume."

Caos

Ela olhou para o rosto dele e perguntou:

– Você se importa?

Ele desviou o olhar para as estrelas, não queria tentar sustentar o olhar dela. Após alguns instantes respondeu:

– Não... na verdade não, eu não me importo.

Ela tirou uma mecha de cabelo, que o vento jogou em sua face, e sorriu. Ele ainda era frio e ainda era distante, como se não pertencesse aquele lugar, mas ela não se importava com isso...

Cerâmica

– Não! – ele disse com veemência. Apoiando-se sobre sua bengala ele aproximou-se da mesa que exalava aquele doce perfume de madeira nobre.
– Como assim 'não'? – Ironizou o homem sentado a maior cadeira da sala. – Eu não vou aceitar uma resposta como essa, principalmente vinda de você!

O homem sentou-se, sua bengala tornava-se extremamente desconfortável em situações como esta, pigarreou e perguntou:

– O que você espera de mim, neste caso?

O homem sentado a maior cadeira sorriu, não um sorriso bonito, mas ao menos triunfante:

– Eu espero lealdade absoluta!

O outro voltou a ficar de pé, com a a ajuda de sua bengala. Ele havia conseguido, o maldito estúpido havia mordido a isca, mas não se permitiu sorrir, ainda não...