As notas soavam provocantes, era suave e diabólica
A chuva misturava sua melodia doce a suavidade do frio
Se houvesse chuva...
Pareceria correto desejar o errado
O som passeava pela pele alva, suave seda
De toque enlouquecedor, intenso
Marcava nos doces lábios seu ritmo, sem hesitar
Se houvesse fim, heresia
Alheio a musica o coração batia rápido, tinha pressa
Não, estava excitado, estasiado
Tempestade, mas não chovia
A melodia fez-se ouvir, mas não somente
Invadia os sentidos, percorreu todo o corpo
Deixou seu gosto doce na boca, seu cheiro em tudo
Seu toque arrepiou, marcou como unhas
Se houvesse musica, mas sempre havia
O som feito por um demônio, desejo
Perversivo, sedutor... melodia dominadora
E teria feito tempestade com o olhar, mas foi alem
terça-feira, agosto 04, 2009
segunda-feira, agosto 03, 2009
Jardim do Abismo
Passion... Complicity...
Friendship... Confidence...
Fellowship... Sincerity...
Comprehension... Affinity...
Love is inevitable.
domingo, agosto 02, 2009
Caos
- Eu erro a todo instante, não percebe? - Ele disse serio, mas de forma doce, quase desculpando-se.
- Não é verdade, você não é assim. - Ela respondeu beijando-o.
- Mesmo quando te digo ate logo, como hoje, não consigo tirar da cabeça que pode ser adeus. Isso vem muito antes de qualquer palavra tomar forma em minha boca, a iminência de uma despedida desperta meu espírito para toda a incerteza que nos cerca. - Disse olhando para a lua, o céu estava limpo e claro, suas palavras estavam carregadas.
- Não quero pensar nisso agora, não quero pensar nunca. - Ela estava visivelmente triste com isso, mesmo que não a pudesse ver, ele teria certeza que estava.
- Desculpe... - Ele fez uma pausa e disse - Talvez tenho dito isso por que não sei por em palavras o quão perfeito é você estar aqui agora. Parece besteira, mas as vezes eu não caio na real. - Desta vez ele a estava beijando - Você me mostra a todo instante quão perfeitas as coisas podem ser.
- Ta, lhe desculpo desta vez. - Brincou ela enquanto devolvia os beijos.
Algum tempo depois da garota já ter partido ele continuava no mesmo lugar. Já havia visto muitas pessoas de quem gostava partirem, algumas ate o dia seguinte, outras para sempre. Nunca, no entanto, sentira-se como agora. Ascendeu um cigarro, e desviou o olhar do ultimo ponto que a vira, olhava o céu agora... como de costume.
Ele podia sentir o combate, a guerra acontecendo. A perfeição, quase surreal, de estarem junto com a tristeza inominável de vê-la partir. A noção de que deixa-la partir o faria te-la para sempre consigo e a vontade de que ficasse ali sempre.
Não sabia dizer como podia sentir uma felicidade tão plena e uma tristeza tão profunda ao mesmo tempo. O domingo iria amanhecer com alguma reposta? Perguntou-se entrando.
- Ka. - Ele disse quase num sussurro. Esta era a resposta ele sabia.
- Não é verdade, você não é assim. - Ela respondeu beijando-o.
- Mesmo quando te digo ate logo, como hoje, não consigo tirar da cabeça que pode ser adeus. Isso vem muito antes de qualquer palavra tomar forma em minha boca, a iminência de uma despedida desperta meu espírito para toda a incerteza que nos cerca. - Disse olhando para a lua, o céu estava limpo e claro, suas palavras estavam carregadas.
- Não quero pensar nisso agora, não quero pensar nunca. - Ela estava visivelmente triste com isso, mesmo que não a pudesse ver, ele teria certeza que estava.
- Desculpe... - Ele fez uma pausa e disse - Talvez tenho dito isso por que não sei por em palavras o quão perfeito é você estar aqui agora. Parece besteira, mas as vezes eu não caio na real. - Desta vez ele a estava beijando - Você me mostra a todo instante quão perfeitas as coisas podem ser.
- Ta, lhe desculpo desta vez. - Brincou ela enquanto devolvia os beijos.
Algum tempo depois da garota já ter partido ele continuava no mesmo lugar. Já havia visto muitas pessoas de quem gostava partirem, algumas ate o dia seguinte, outras para sempre. Nunca, no entanto, sentira-se como agora. Ascendeu um cigarro, e desviou o olhar do ultimo ponto que a vira, olhava o céu agora... como de costume.
Ele podia sentir o combate, a guerra acontecendo. A perfeição, quase surreal, de estarem junto com a tristeza inominável de vê-la partir. A noção de que deixa-la partir o faria te-la para sempre consigo e a vontade de que ficasse ali sempre.
Não sabia dizer como podia sentir uma felicidade tão plena e uma tristeza tão profunda ao mesmo tempo. O domingo iria amanhecer com alguma reposta? Perguntou-se entrando.
- Ka. - Ele disse quase num sussurro. Esta era a resposta ele sabia.
Relâmpago
Olhava as nuvens carregadas pela janela, apreciava os relâmpagos frequentes sem ouvir nenhum trovão. Não chovia no momento, não para onde olhava, mas havia um tempestade dentro dele. Acendeu um cigarro, as palavras haviam ecoado em sua mente desde cedo. Em algum momento as coisas haveriam de mudar. Sempre ha um ponto de ruptura, mas o que vem depois dele? Por fim, sorriu.
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