Deixou-se embriagar
Insanidade, talvez
Mas isso pouco importava
Cansou-se da lucidez havia muito
O suave perfume sempre embriagava
Agarrava-se a ele, suas roupas
Sempre agarrava-se aos seus sentidos
Traz seus demônios para a superfície
Aqueles olhos percorriam seu corpo
Com indiscrição, cheios de sentimento
Penetrantes... vasculhavam toda sua alma
O toque da pele alva, lábios rubros
A prisão final de seus sentidos
Não lutava, desejava o sabor daquela voz
Seus lábios procuravam sedentos pelo calor
Pelo toque, buscavam tão inebriante perfume
Voraz, suave... por vezes provocante
A respiração ofegava, calma...
Inevitável, o mundo então era outro
sábado, agosto 15, 2009
Caos
Estava escuro, o céu estava estrelado. Uma oportunidade nova. Ele só se incomodava com o fato de não poder divisar com precisão as linhas do rosto dela, no mais a situação era perfeita... ou quase.
- Isso me perturba mais do que eu gostaria, e sei que te perturba em algum ponto também. Eu não sou, afinal, tão nobre. Eu gostaria de ver meu orgulho regenerado através de minhas mãos também, queria 'dar o troco'... É isso que se passa na superfície de minha mente... Por outro lado, eu sei que nada disso é verdade. A verdade é que eu não sei me perdoar por ter desistido de tantas coisas importantes para mim, como o orgulho, nem sei como reave-las. Talvez seja isso que me perturba. Quando estou aqui, contigo, nada disso importa, mas longe de ti isso vai voltar a me perturbar. - Era isso que ele queria ter dito, mas não conseguiu. Sabia que esse assunto era incomodo, o ar ficava pesado. Ao invés disso, falou apenas:
- Não queria ter de lidar com isso, serei frio ou grosseiro. - Ele resumiu bem o que sentia, abreviou o máximo que pode. Ele sabe que ela entenderia tudo, mas não conseguia se sentir seguro para por estas coisas que a incomodavam em palavras.
Ele sabia que ela podia ver muito alem destas palavras, ela conhecia sua alma... Isso fez sua tristeza aumentar, ao ver como aquilo a incomodava. Ela também lhe explicou seu incomodo de modo sucinto, mas ele também via muito alem das palavras.
Demorou mas compreendeu, a verdadeira beleza se revela quando tudo pode tornar-se frio e complicado, mas mesmo assim se mantém quente, belo e simples. Aquela noite, estrelada, foi perfeita.
- Isso me perturba mais do que eu gostaria, e sei que te perturba em algum ponto também. Eu não sou, afinal, tão nobre. Eu gostaria de ver meu orgulho regenerado através de minhas mãos também, queria 'dar o troco'... É isso que se passa na superfície de minha mente... Por outro lado, eu sei que nada disso é verdade. A verdade é que eu não sei me perdoar por ter desistido de tantas coisas importantes para mim, como o orgulho, nem sei como reave-las. Talvez seja isso que me perturba. Quando estou aqui, contigo, nada disso importa, mas longe de ti isso vai voltar a me perturbar. - Era isso que ele queria ter dito, mas não conseguiu. Sabia que esse assunto era incomodo, o ar ficava pesado. Ao invés disso, falou apenas:
- Não queria ter de lidar com isso, serei frio ou grosseiro. - Ele resumiu bem o que sentia, abreviou o máximo que pode. Ele sabe que ela entenderia tudo, mas não conseguia se sentir seguro para por estas coisas que a incomodavam em palavras.
Ele sabia que ela podia ver muito alem destas palavras, ela conhecia sua alma... Isso fez sua tristeza aumentar, ao ver como aquilo a incomodava. Ela também lhe explicou seu incomodo de modo sucinto, mas ele também via muito alem das palavras.
Demorou mas compreendeu, a verdadeira beleza se revela quando tudo pode tornar-se frio e complicado, mas mesmo assim se mantém quente, belo e simples. Aquela noite, estrelada, foi perfeita.
quinta-feira, agosto 13, 2009
Garota
E se algo queima aqui
Então sinto seus olhos em mim
Algo sempre queima aqui, sempre tempestade
Que faz meu sangue ferver
Se sinto sua presença
Me fascina e me faz temer
Me agita e me tranquiliza
Se posso sentir sua pele
Meu coração dispara
Meu estomago gela
Se posso tocar seus lábios
Minha mente delira
Minha pele se arrepia
Plenitude e desejo
Você que me faz pensar em nada
Se tenho você comigo
Uma calma explosiva se apodera de mim
Somente uma superfície fria e clareza
Minha pequena garota perdida
Quem é você que me faz sentir eu mesmo?
Que esta sempre aqui...
Então sinto seus olhos em mim
Algo sempre queima aqui, sempre tempestade
Que faz meu sangue ferver
Se sinto sua presença
Me fascina e me faz temer
Me agita e me tranquiliza
Se posso sentir sua pele
Meu coração dispara
Meu estomago gela
Se posso tocar seus lábios
Minha mente delira
Minha pele se arrepia
Plenitude e desejo
Você que me faz pensar em nada
Se tenho você comigo
Uma calma explosiva se apodera de mim
Somente uma superfície fria e clareza
Minha pequena garota perdida
Quem é você que me faz sentir eu mesmo?
Que esta sempre aqui...
terça-feira, agosto 11, 2009
Caos
Estava frio, havia chovido um pouco mas o céu estava limpo. As luzes dos postes escondiam muitas estrelas, mas não a lua. Ele olhou para a garota sério e manteve o olhar.
- Que foi meu amor? Esta bravo? - Ela perguntou, notando o olhar dele, de maneira doce.
- Eu amo você. - Ele disse ainda sério.
- Eu amo você meu amor! - Respondeu a garota sorrindo, enquanto jogava os braços sobre os ombros ele e o puxava para um beijo.
Ele retribuiu o beijo, ficaram juntos pelo que pareceram minutos, mas eram sempre horas... O tempo voava. Os vidros embaçados reforçavam a idéia de que não havia mais nada alem disso, nada para ver ou ouvir. Ele olhava nos olhos dela, olhava profundamente, e podia sentir o olhar dela vasculhando sua alma. Puxou-a para um abraço e disse ao seu ouvido:
- Com você o mundo é outro.
- Que foi meu amor? Esta bravo? - Ela perguntou, notando o olhar dele, de maneira doce.
- Eu amo você. - Ele disse ainda sério.
- Eu amo você meu amor! - Respondeu a garota sorrindo, enquanto jogava os braços sobre os ombros ele e o puxava para um beijo.
Ele retribuiu o beijo, ficaram juntos pelo que pareceram minutos, mas eram sempre horas... O tempo voava. Os vidros embaçados reforçavam a idéia de que não havia mais nada alem disso, nada para ver ou ouvir. Ele olhava nos olhos dela, olhava profundamente, e podia sentir o olhar dela vasculhando sua alma. Puxou-a para um abraço e disse ao seu ouvido:
- Com você o mundo é outro.
segunda-feira, agosto 10, 2009
Torpor
A vida começa a noite, à meia-luz
Suave e delicada como seda, perfumada
Incendeia em instantes, intensidade, desejo
Faz o coração disparar, os sentidos trovejam
O desejo domina, mas é dominado, é conseqüência
Há algo no ar, sublime, presente...
A respiração entre-cortada atravessa o ar gelado
Define um ritmo, arranha e faz pedaços da lógica
Há sentido em tudo, mas não existe mais nada
Da esmeralda, surge tempestade, traz o caos
E a perfeição se faz presente na simplicidade
Um olhar, um toque ou uma palavra e nada mais importa
Suave e delicada como seda, perfumada
Incendeia em instantes, intensidade, desejo
Faz o coração disparar, os sentidos trovejam
O desejo domina, mas é dominado, é conseqüência
Há algo no ar, sublime, presente...
A respiração entre-cortada atravessa o ar gelado
Define um ritmo, arranha e faz pedaços da lógica
Há sentido em tudo, mas não existe mais nada
Da esmeralda, surge tempestade, traz o caos
E a perfeição se faz presente na simplicidade
Um olhar, um toque ou uma palavra e nada mais importa
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