terça-feira, dezembro 15, 2009
Caos
Abriu os olhos, a musica dizia tudo sem precisar dizer nada. A fumaça parecia dançar o ritmo, um caos ponderado, uma calma violenta. Ele não queria ser o herói do dia, e não era.
segunda-feira, dezembro 07, 2009
Canção e Silêncio
Somente mais uma fuga sem convicção
Para perto desta beleza musical
O suficiente para que o perfume cegue
Personifique toda dor em uma palavra
Essência das mais belas lembranças
Na sombra dos mais sinceros sorrisos
Da vontade que se perde em meio as flores
O mais perfeita morte, a promessa de uma vida
Perdida entre os erros sinuosos
Somente uma alma vagando entre linhas
Uma poesia imperfeita, um sentido profundo
Simplesmente mais uma destas palavras, melodia
E não deveriam ser os mesmos, nem ecos dos meus passos
Somente canção, um gesto, então silêncio...
Para perto desta beleza musical
O suficiente para que o perfume cegue
Personifique toda dor em uma palavra
Essência das mais belas lembranças
Na sombra dos mais sinceros sorrisos
Da vontade que se perde em meio as flores
O mais perfeita morte, a promessa de uma vida
Perdida entre os erros sinuosos
Somente uma alma vagando entre linhas
Uma poesia imperfeita, um sentido profundo
Simplesmente mais uma destas palavras, melodia
E não deveriam ser os mesmos, nem ecos dos meus passos
Somente canção, um gesto, então silêncio...
Caos
Ela disse que aquilo não havia sido legal, ele discordou. Ele achava legal, toda a subjectividade, as palavras não ditas, a vontade. E era diferente agora, o ar ficava pesado, precisava lembrar de respirar, as palavras todas pareciam artificiais. Talvez fossem, ele precisa pensar em cada palavra, media cada passo, um verdadeiro campo minado, um clima estranho... Provavelmente porque coisas demais haviam acontecido. Ele não era só um cara, ela não era só uma garota... nunca seriam.
O amigo perguntou, a resposta foi óbvia, e ele já sabia como de costume. E isso fazia falta, alguém para quem fosse óbvio tudo que ele poderia dizer, alguém que mesmo assim perguntaria sempre.
Ele gostava de poucas pessoas, poucas mesmo, mas gostava muito destas poucas. O suficiente para se colocar em situações onde precisava lembrar de respirar.
O amigo perguntou, a resposta foi óbvia, e ele já sabia como de costume. E isso fazia falta, alguém para quem fosse óbvio tudo que ele poderia dizer, alguém que mesmo assim perguntaria sempre.
Ele gostava de poucas pessoas, poucas mesmo, mas gostava muito destas poucas. O suficiente para se colocar em situações onde precisava lembrar de respirar.
domingo, dezembro 06, 2009
Fogo
Das notas suaves, constantes
Doce melodia que desperta minha alma
Se fez o ritmo para minha tempestade
Desenhada em palavras imperfeitas
Sem as cores que inundam meus olhos
Sempre procurando seu olhar
A certeza de um erro desejado
Para preencher o vazio com duvida e caos
Como um monte de fantasmas sem rumo
Correndo sem fim para lugar nenhum
Mas ainda ha beleza e nela me agarro
No sabor, no vicio, pelo que incendeia o desejo
Doce melodia que desperta minha alma
Se fez o ritmo para minha tempestade
Desenhada em palavras imperfeitas
Sem as cores que inundam meus olhos
Sempre procurando seu olhar
A certeza de um erro desejado
Para preencher o vazio com duvida e caos
Como um monte de fantasmas sem rumo
Correndo sem fim para lugar nenhum
Mas ainda ha beleza e nela me agarro
No sabor, no vicio, pelo que incendeia o desejo
Tempestade
As vezes tudo se torna tão confuso que ate mesmo o óbvio parece escapar. E se existe maneira melhor de fugir de fantasmas, que negar a própria sinceridade, eu não a conheço... E eh ai que se esconde a verdade irónica que há em tudo, ser sincero eh sempre pior para si do que para qualquer outro. Quem pode verdadeiramente negar o que sabe? Por quanto tempo?
As vezes eu olho para mim e não gosto do que vejo. Essa imperfeição, essa distancia de tudo que quero, os gestos, as palavras, tudo tão impreciso. Mas há algo de bom nisso, me faz lembrar que eu ainda sinto algo, da mesma forma como as coisas de que gosto, como meu vicio por perguntas, minha sede por respostas... em um mundo onde as perguntas pouco importam, e as respostas são irrelevantes, vazias. Eu vejo um lugar onde as pessoas vivem pelas suposições, e elas são suficientes para alimentar seu bem-estar egoísta e pequeno.
Tantas pessoas parecem viver sem precisar de um sentido, sem precisar de nada maior que as pequenas preocupações diárias. Eu não entendo a diferença, e por mais que eu procure, não encontro uma boa resposta.
As vezes eu olho para mim e não gosto do que vejo. Essa imperfeição, essa distancia de tudo que quero, os gestos, as palavras, tudo tão impreciso. Mas há algo de bom nisso, me faz lembrar que eu ainda sinto algo, da mesma forma como as coisas de que gosto, como meu vicio por perguntas, minha sede por respostas... em um mundo onde as perguntas pouco importam, e as respostas são irrelevantes, vazias. Eu vejo um lugar onde as pessoas vivem pelas suposições, e elas são suficientes para alimentar seu bem-estar egoísta e pequeno.
Tantas pessoas parecem viver sem precisar de um sentido, sem precisar de nada maior que as pequenas preocupações diárias. Eu não entendo a diferença, e por mais que eu procure, não encontro uma boa resposta.
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