sexta-feira, julho 17, 2009

Desprezo

Uma multidão não é companhia
Repugnante pode ser tornar com facilidade
Quando, como verdade, é dito que o certo é sempre justo
E me distanciou por me desejar como semelhante
Me dizendo que certos vinhos não devem ser provados
Todos os venenos matam
Certos frutos não se podem ser apreciados
Minha vontade deveria ser limitadas as alheias
Meu desejo mensurado e comedido
Minha alma amordaçada e cabisbaixa
Respondi então, desprezo
Meu egoismo me consome, e não há meio termo a multidão
Ei de deixar minhas paixões cavalgarem selvagens
Consumir-me-ao com suas chamas
Haverão de deturpar minha honra
Por outras vezes, complementar meu código
Mas nunca irão tirar o brilho dos meus olhos
Nem me causar apatia
Uma multidão que não desejo
E com ela repudio seus dogmas
E se ei de queimar no inferno que eu mesmo criei, pois outro não existe
Ei de me consumir com um sorriso nos lábios

Jardim do Abismo

"Há venenos que valem seu risco."

terça-feira, julho 14, 2009

Carvalho

Qual a palavra e qual o comando que separa os homens do paraíso?
E qual deles mantém o medo em suas almas?
Mas não me importarei se for absolvido ou condenado!
Tratarei de lutar contra os sentimentos que me prendem,
Com suas correntes de pânico
E com a bebida, destilada do sangue virgem, que me entorpece...
No paraíso dos Imortais poderei perecer
Quando, da torre primaveril ou dos salões dos mortos,
Arrancar, com toda a minha força,
Se preciso, com a minha vida, um sorriso teu.
Quando minha alma gelar, dos olhos do vigilante do norte
Saberei dos teus pensamentos nos reinos do sul.
Mas se há aqueles que estão descontentes,
Mesmo sob o sereno brilho das estrelas,
E clamam as brisas costeiras, temendo a tempestade e adorando o Sol.
Lhes darei os sombrios ventos do leste,
Que virao através do mar com a sua legião de espíritos do fogo.
Transformarão seus verdes vales em lagos sangrentos
Onde, ao contrário das torres livres do paraíso,
Ofuscarão seus frágeis olhos com a imagem do portal negro.
Nos jardins secretos de minha casa
Plantarei para você um carvalho
Mesmo sabendo que não há água, somente sangue...

Profundidade

A própria imagem do abismo
Fascinante como caminhos errados...
O som da própria mortalidade
Alem do certo e do errado
Não o destino, mas o que comanda e gera o destino
A personificação da morte ou da vida, em uma mesma essência
Prisão dos meus sentidos
O caos em minha logica
Indefinível como o tempo
Perverso e puro
Suave como a brisa
O mais puro gosto do desejo

segunda-feira, julho 13, 2009

Desire

Deverá, este deserto, em breve consumir minha alma
Em breve, silenciar meus lábios
Assim como esta tempestade silencia meu rosto
Toma minhas lagrimas como sendo suas
Haverá luz em meus olhos na próxima aurora?

Imortalidade, um momento para sempre, para a eternidade

Deverá, esta noite, silenciar o eco dos meus passos
Em breve, consumir minha dor
Serão minhas ultimas palavras, linhas mal escritas
Irrompendo do que me tornei?
Repetirei eu milhares de mentiras
E haverei de tornar minha a culpa pela insensatez da fuga

You had my best
Outside of my death way
Unless I were fed it, my only way